http://www.youtube.com/watch?v=G63poM48ouw
Torcidas Organizadas Brasileiras
terça-feira, 5 de março de 2013
Meninos movidos à paixão e risco das torcidas organizadas de São Paulo
Menores se encantam com as facções das arquibancadas e não temem a violência
No banheiro mal lavado do ônibus, quatro meninos se espremem assustados. Com nojo, medo e ansiedade, fazem de tudo para não esbarrar no outro. A porta se abre e apenas um é escolhido para sair. Os outros três ficam lá, de ouvido colado na parede fina. Dá para ouvir o vozeirão perguntando: qual é o ano do primeiro título do Corinthians? Em seguida, outra: quem marcou o gol no Campeonato Brasileiro de 1990? E, para tirar um dez: quais são os nomes dos últimos cinco presidentes da Gaviões? Essa, nem com a ajuda dos universitários...
Esse é o batismo para os calouros da uniformizada Gaviões da Fiel em sua primeira caravana para um jogo do Corinthians. Para se tornar efetivamente membro da torcida é preciso acertar essas perguntas. Quem não acerta, volta para o banheiro...
Esse vestibular, mistura de trote e brincadeira sem sentido, tem todos os ingredientes que movem os meninos que querem se filiar: paixão pelo time, a valorização de coisas nem tão importantes assim, a força do grupo em um mundo do eu sozinho e um sentido para a montanha-russa da adolescência.
"Os adolescentes procuram se inserir em um grupo que tem o mesmo gosto, hábitos e costumes. É uma escolha", explica a professora de Educação Física da Unicamp, Heloisa Reis, coordenadora de um estudo que traçou o perfil dos torcedores organizados do Estado de São Paulo e que, entre outras constatações, concluiu que quase 27% dos associados são menores de idade.
Por esse batismo passou o menor que confessou ter disparado o sinalizador que matou o torcedor Kevin Beltrán na Bolívia, no jogo entre Corinthians e San Jose, pela Libertadores. Por esse batismo passaram centenas de torcedores teens, que formam um exército de espinhas, hormônios e testosterona. Na subsede da Gaviões de Guarulhos, uma das maiores da torcida, com 15 mil associados (entre eles o menor que disparou o sinalizador), o porcentual de adolescentes chega perto dos 30%, o mesmo da Mancha Verde, do Palmeiras, e da Independente, do São Paulo.
Para se associar basta mostrar RG, comprovante de residência e autorização dos pais – a Gaviões garante exigir reconhecimento de firma. As duas outras uniformizadas de São Paulo afirmam que não têm trote.
Depois de aceitos, eles viram obreiros: sentem-se importantes ao carregar as bandeiras e contar os instrumentos que vão para o estádio. Ficam mais felizes ainda quando têm de fazer tudo de novo na volta. E não temem a violência.
A princípio, não há problema nenhum em se associar a uma organizada. Um torcedor do Corinthians que prefere não se identificar afirma que foi ao Pacaembu pela primeira vez quando tinha 13 anos levado pela avó de 65. Dois anos depois, virou sócio.
O problema é a dose da paixão. Quando ela vira adoração, o caldo entorna. Esse mesmo que foi ao campo com a vovó abriu mão de um emprego como vendedor em uma loja de surfe porque estava mais preocupado com as caravanas – já perdeu a conta de quantas participou. Repetiu de ano e resolveu parar no segundo colegial. Agora, quer fazer supletivo para recuperar o tempo perdido. "Já tenho 19 anos e preciso procurar emprego. Agora, só vou aos jogos nos finais de semana. Antes, ia todo dia", conta.
Um são-paulino que também não diz o nome (eles preferem o anonimato para se preservar da reprovação do grupo pela revelação dos detalhes da torcida) demora para responder se vai querer que seu filho tenha a mesma paixão que ele tem. "A gente precisa ter limite na vida, controlar as coisas. Paixão é um tipo de loucura. Quando vê, já foi."
No banheiro mal lavado do ônibus, quatro meninos se espremem assustados. Com nojo, medo e ansiedade, fazem de tudo para não esbarrar no outro. A porta se abre e apenas um é escolhido para sair. Os outros três ficam lá, de ouvido colado na parede fina. Dá para ouvir o vozeirão perguntando: qual é o ano do primeiro título do Corinthians? Em seguida, outra: quem marcou o gol no Campeonato Brasileiro de 1990? E, para tirar um dez: quais são os nomes dos últimos cinco presidentes da Gaviões? Essa, nem com a ajuda dos universitários...
Esse vestibular, mistura de trote e brincadeira sem sentido, tem todos os ingredientes que movem os meninos que querem se filiar: paixão pelo time, a valorização de coisas nem tão importantes assim, a força do grupo em um mundo do eu sozinho e um sentido para a montanha-russa da adolescência.
"Os adolescentes procuram se inserir em um grupo que tem o mesmo gosto, hábitos e costumes. É uma escolha", explica a professora de Educação Física da Unicamp, Heloisa Reis, coordenadora de um estudo que traçou o perfil dos torcedores organizados do Estado de São Paulo e que, entre outras constatações, concluiu que quase 27% dos associados são menores de idade.
Por esse batismo passou o menor que confessou ter disparado o sinalizador que matou o torcedor Kevin Beltrán na Bolívia, no jogo entre Corinthians e San Jose, pela Libertadores. Por esse batismo passaram centenas de torcedores teens, que formam um exército de espinhas, hormônios e testosterona. Na subsede da Gaviões de Guarulhos, uma das maiores da torcida, com 15 mil associados (entre eles o menor que disparou o sinalizador), o porcentual de adolescentes chega perto dos 30%, o mesmo da Mancha Verde, do Palmeiras, e da Independente, do São Paulo.
Para se associar basta mostrar RG, comprovante de residência e autorização dos pais – a Gaviões garante exigir reconhecimento de firma. As duas outras uniformizadas de São Paulo afirmam que não têm trote.
Depois de aceitos, eles viram obreiros: sentem-se importantes ao carregar as bandeiras e contar os instrumentos que vão para o estádio. Ficam mais felizes ainda quando têm de fazer tudo de novo na volta. E não temem a violência.
A princípio, não há problema nenhum em se associar a uma organizada. Um torcedor do Corinthians que prefere não se identificar afirma que foi ao Pacaembu pela primeira vez quando tinha 13 anos levado pela avó de 65. Dois anos depois, virou sócio.
O problema é a dose da paixão. Quando ela vira adoração, o caldo entorna. Esse mesmo que foi ao campo com a vovó abriu mão de um emprego como vendedor em uma loja de surfe porque estava mais preocupado com as caravanas – já perdeu a conta de quantas participou. Repetiu de ano e resolveu parar no segundo colegial. Agora, quer fazer supletivo para recuperar o tempo perdido. "Já tenho 19 anos e preciso procurar emprego. Agora, só vou aos jogos nos finais de semana. Antes, ia todo dia", conta.
Um são-paulino que também não diz o nome (eles preferem o anonimato para se preservar da reprovação do grupo pela revelação dos detalhes da torcida) demora para responder se vai querer que seu filho tenha a mesma paixão que ele tem. "A gente precisa ter limite na vida, controlar as coisas. Paixão é um tipo de loucura. Quando vê, já foi."
05/03/2013Nota para Imprensa Torcida Comando Alvinegro
Diante dos lamentáveis fatos ocorridos no último domingo 03/03, envolvendo integrantes de torcidas uniformizadas, a Diretoria da TORCIDA ORGANIZADA COMANDO ALVINEGRO vem por meio desta nota esclarecer que lamenta profundamente tais ocorrências.
Só para deixar claro, que a confusão aconteceu com torcedores que não estavam vestidos com a camisa da Comando Alvinegro.
Não vamos permitir, EM HIPÓTESE ALGUMA, que torcedores, sejam eles membros ou simpatizantes que frequentam a TORCIDA ORGANIZADA COMANDO ALVINEGRO, prejudiquem a entidade em nome de vaidades, vingança ou diferenças pessoais ou sob quaisquer outros pretextos, praticando atos internos ou externos que manchem a imagem da Torcida.
Não é de hoje que grupos de bairros (que se auto intitulam bondes), muitas vezes compostos por integrantes das torcidas, praticam atos de vandalismo e de violência no percurso de ida ou de volta dos estádios em dias de jogos.
Nossa Torcida, como é sabido, no que já ocasionou inclusive no encerramento de nossas atividades e a proibição de entrar nos estádios Pernambucano com nossos uniformes, faixas, bandeiras e bateria (quem frequenta a Torcida há algum tempo sabe bem disso e das dificuldades de que enfrentamos para readquirir esses direitos.
A Comando Alvinegro, não compactua com a violência.
A Diretoria
G.R.T.O Comando Alvinegro.
Só para deixar claro, que a confusão aconteceu com torcedores que não estavam vestidos com a camisa da Comando Alvinegro.
Não vamos permitir, EM HIPÓTESE ALGUMA, que torcedores, sejam eles membros ou simpatizantes que frequentam a TORCIDA ORGANIZADA COMANDO ALVINEGRO, prejudiquem a entidade em nome de vaidades, vingança ou diferenças pessoais ou sob quaisquer outros pretextos, praticando atos internos ou externos que manchem a imagem da Torcida.
Não é de hoje que grupos de bairros (que se auto intitulam bondes), muitas vezes compostos por integrantes das torcidas, praticam atos de vandalismo e de violência no percurso de ida ou de volta dos estádios em dias de jogos.
Nossa Torcida, como é sabido, no que já ocasionou inclusive no encerramento de nossas atividades e a proibição de entrar nos estádios Pernambucano com nossos uniformes, faixas, bandeiras e bateria (quem frequenta a Torcida há algum tempo sabe bem disso e das dificuldades de que enfrentamos para readquirir esses direitos.
A Comando Alvinegro, não compactua com a violência.
A Diretoria
G.R.T.O Comando Alvinegro.
domingo, 3 de março de 2013
TORCIDAS ORGANIZADAS ENTRAM COM PETIÇÃO NO STF
Diretores e representantes das torcidas organizadas do Brasil se reuniram em Brasília durante o dia de ontem (21/09), para juntos, entregarem uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no Supremo Tribunal Federal referente alguns pontos do Novo Estatuto do Torcedor.
O documento, redigido pelos advogados das torcidas e entregue ao STF através do Vice-Presidente Nacional do PTdoB, Tony Rodriguez, prevê a inconstitucionalidade em diversos artigos do Novo Estatuto, como a punição as Torcidas Organizadas mediante as atitudes dos associados, o alto valor dos produtos a venda nos estádios e principalmente, a falta de preparo da segurança que é oferecida aos torcedores nos estádios de futebol. As Torcidas Organizadas entram na ação como terceiros interessados.
O documento, redigido pelos advogados das torcidas e entregue ao STF através do Vice-Presidente Nacional do PTdoB, Tony Rodriguez, prevê a inconstitucionalidade em diversos artigos do Novo Estatuto, como a punição as Torcidas Organizadas mediante as atitudes dos associados, o alto valor dos produtos a venda nos estádios e principalmente, a falta de preparo da segurança que é oferecida aos torcedores nos estádios de futebol. As Torcidas Organizadas entram na ação como terceiros interessados.

O documento, com mais de 100 páginas, foi protocolado no Supremo Tribunal Federal. Agora, ele será analisado e futuramente novas ações serão realizadas.
Aproveitando a entrega da ADIN, as torcidas realizaram uma caminhada até o Supremo Tribunal Federal. Juntas, estenderam suas bandeiras e também algumas faixas de ?protesto? em frente ao STF

Após a antrega do documento, as Torcidas se reuniram no auditório da CUT, também em Brasília, onde fundaram a Federação Nacional das Torcidas Organizadas do Brasil. O objetivo é que a FENATOB seja a federação que busque melhorias em pról das Torcidas Organizadas do Brasil e seus associados.
No dia 16/10, novamente em Brasília, será realizada outra reunião, agora com os representantes legais de cada torcida que queiram fazer parte da FENATOB, onde serão definidos: o estatuto da federação, a diretoria que irá compor o corpo diretivo da federação, a sede onde será a federação, entre outros pontos.
Todos os representantes legais das Torcidas Organizadas serão convidados a participar dessa reunião.
São essas e outras atitudes que poderão mudar a realidade dos estádios brasileiros. As ações só podem dar certo com a concordância daqueles que são os consumidores finais, os próprios torcedores. Leis e regras impostas sem o conhecimento desses que pagam seus impostos, seus ingressos e são contribuintes, de nada valerão pois não procuraram saber das necessidades dos torcedores, organizados ou não. A FENATOB foi fundada por pessoas que dão a vida pelos seus clubes, que vivem nas arquibancadas, que viajam o Brasil para acompanhar seu clube. São os verdadeiros torcedores que vão buscar as melhorias necessárias em prol do torcedor brasileiro. Participe!
AS ARQUIBANCADAS PEDEM LIBERDADE
TORCEDOR ORGANIZADO NÃO É VAGABUNDO
DEVE-SE PUNIR O INDIVIDUO, E NÃO A ENTIDADE
ESTATUTO DO TORCEDOR INCONSTITUCIONAL
Bem Vindos
Assinar:
Postagens (Atom)


